terça-feira, dezembro 19, 2006

sobre apostos e lobos

Evaldo Rubens insiste em ser escritor. O pobre diabo senta na frente do computador e se perde no meio daquelas teclas intransigentes. Engalfinha-se entre bytes e ícones. Arrasta-se numa prosa confusa, rasteja por um poema sem métrica. E morre um dia, entre vírgulas, numa pobre estrofe sem rima.

4 comentários:

Salvaterra disse...

quem sabe um travessão não o salva? evaldo rubens talvez só precise de um travessão que comece dizendo qualquer coisa que o salve do não-começo...

Dione Morandini disse...

Oh! Será esse o triste fim de Evaldo Rubens?

avoada disse...

Evaldo Rubens não morreu. Foi ressuscitado(de sopetão...vejam só) por um soneto(?) de Zibia Gasparetto. Acordou sobressaltado: "Ufa! Foi só um pesadelo..." e tratou de se acertar com teclas, prosa e vírgulas.( Eu, heim?)

Tatinha disse...

Nunca gostei das vírgulas mesmo..acredito que elas interrompem o texto e te impedem de falar da forma mais natural do ser humano que é freneticamente falando sem deixar nenhum tempo entre nenhuma oração subordinada ou seja lah qual dinada que for te atrapalhar na hora de ler e falar algum texto.
Ah, acho que vírgulas são necessarias, as vezes.

Pensei em criar uma ambiguidade, mas vc sabe como sou pessima em fazer isso propositalmente, talvez o meu negocio seja eliminar as virgulas e falar como eu falo.