quarta-feira, maio 16, 2007

migalhas

Restou tão pouco. E ainda assim ele se lambuzou. Tolo. Não percebia que aquelas eram migalhas de compaixão. Ele entendeu paixão. E achou que isso bastava. O que ele sentia seria suficiente para os dois. Ela concordou e os dois se casaram. Tiveram filhos, dívidas e ressentimentos. Uma casa repleta de memórias capengas, de sonhos reprimidos e arrependimentos armazenados em conserva. Filhos que se foram, dívidas sanadas e ressentimentos apaziguados. E aquelas migalhas de piedade agora não eram mais só dela.

7 comentários:

Ferdi disse...

Essa é a incrível história de todos nós, a mais escrita, a mais representada desde que a humanidade desenvolveu a noção de posse. Aceitemos ou não, gostemos ou não. E assim a vida segue.

Raquel disse...

Amei.

M. disse...

O Ferdi tem razão, é a história de sempre, de todos, e por isso mesmo nos toca tanto quando a lemos assim, tão bem narrada como nesse seu post.

Dani disse...

e assim caminha a humanidade...
embora eu acho que seja uma pena!

Anônimo disse...

Um amor pra dois?!? Hummm...acho o desfecho da história é esse mesmo.
.
Grande abraço!

Ana disse...

COM
PAIXÃO

COM
PAI
CHÃO

CAI
CHÃO

PÃO

Migalhas!

avoada disse...

Piedade Senhor...nós não sabemos amar( amar?)