terça-feira, abril 24, 2007

Uma história sem meio

Na tarde de 23 de abril, pouco antes de servirem o café na mesa de reunião, ele espreguiçou, levantou, xingou o gerente gordo e cretino, colocou fogo nos papéis sobre a mesa. Deu então um beijo de língua na faxineira e pediu um chá gelado. Seu enterro será na tarde do dia 25, no cemitério do Araçá. Moças devem levar um prato de salgado, e rapazes a coca-cola.

6 comentários:

Raquel disse...

Talvez tenha sido uma morte bacana. Porque pelo menos por alguns segundos ele conseguiu realmente viver.

Juan Calamonaci disse...

Acho que o cara morreu porque deu um "cato" na faxineira e o motorista que era o macho dela meteu um balaço na fuça dele...Depois do chá, claro!

avoada disse...

Posso levar uma fanta uva?
Sou a moça que MEIO acha ruim coca-cola.

Raquel disse...

mas num terá brigadeiro?

M. disse...

Ahaha, muito bom, quase um miniconto!

fernando salvaterra disse...

micro-crônica de uma morte não contada!
Suspeitos:
- O gerente gordo e cretino.
- A faxineira lésbica-feminista-histérica-e-serial-killer.
- A máfia japonesa-tailandesa-marroquina que preparou um belo contrato de trabalho para ele (os papéis que ele queimou)